Leah Sharibu: Oito Anos de Fidelidade e Fé no Cativeiro
Leah Sharibu completa hoje oito anos em cativeiro na Nigéria, um marco que nos convoca à oração e ao despertamento espiritual. A jovem cristã, sequestrada em fevereiro de 2018 pelo grupo extremista Boko Haram quando tinha apenas 14 anos, permanece detida por um único e glorioso motivo: ela se recusou categoricamente a negar a Jesus e a se converter ao islamismo. Para nós da igreja no Brasil, a resistência de Leah Sharibu é um testemunho vivo de que a luz de Cristo não se apaga, mesmo nas trevas mais densas da perseguição na África Subsaariana.

O Custo da Fidelidade de Leah Sharibu
O sequestro de Leah Sharibu ocorreu na escola em Dapchi, onde centenas de outras meninas foram levadas. Enquanto a maioria foi liberta após negociações, Leah foi mantida prisioneira como uma “escrava de guerra” devido à sua fé inabalável. Do ponto de vista da psicologia pastoral, o confinamento prolongado e a pressão para a renúncia religiosa constituem um cenário de tortura psicológica extrema. Leah Sharibu enfrenta não apenas a privação da liberdade física, mas um ataque constante à sua identidade e dignidade como mulher e cristã.
A história de outras jovens que conseguiram escapar do Boko Haram, como Alheri, nos ajuda a dimensionar o que Leah Sharibu pode estar enfrentando. Alheri, sequestrada aos 12 anos, relatou abusos constantes e casamentos forçados. No entanto, o relato de Alheri também traz esperança: ela e outras sobreviventes agora se unem em oração por Leah Sharibu. Esse suporte, mesmo à distância, é fundamental. A igreja precisa entender que a saúde emocional dessas jovens depende de saberem que não foram esquecidas pelo corpo de Cristo.
O Impacto do Trauma e a Restauração Espiritual
A perseguição na Nigéria não afeta apenas quem está no cativeiro. A família de Leah Sharibu sofre o que chamamos de estresse pós-traumático secundário. É comum que pais de jovens sequestradas desenvolvam doenças psicossomáticas, como hipertensão e problemas cardíacos, devido à angústia da espera. A fé em Cristo é o único arrimo capaz de sustentar essas famílias enquanto aguardam por notícias de Leah Sharibu. O Centro Shalom, mantido pela Portas Abertas, desempenha um papel vital no cuidado pós-trauma, oferecendo o acolhimento que a sociedade muitas vezes nega a essas jovens.
Como pastores e líderes, devemos olhar para o exemplo de Leah Sharibu e ensinar nossas congregações sobre o valor da resiliência. Alheri conta que, no cativeiro, clamava a Deus de todo o coração, reconhecendo sua pequenez diante da magnitude do sofrimento. Esse clamor é o mesmo que sustenta Leah Sharibu. A restauração de uma vida após anos de abusos só é possível através de um tratamento que integre a psicologia com a cura espiritual, removendo o estigma e a dor do estômago e do coração acelerado causados pelo medo.
Conclusão: Não se Esqueça de Leah Sharibu
Oito anos é uma vida inteira de juventude roubada, mas o legado de Leah Sharibu já é eterno. Ela nos ensina que o Evangelho vale mais do que a própria liberdade física. Precisamos continuar clamando por sua libertação e apoiando projetos que cuidam de sobreviventes da violência extrema. A igreja na Nigéria sofre, mas permanece de pé, encorajada por testemunhos como o de Leah Sharibu. Que possamos valorizar nossa paz e usar nossa voz para que o mundo não se esqueça desta jovem que escolheu Jesus acima de tudo.
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Fonte: Portas Abertas – Leah Sharibu completa oito anos em cativeiro na Nigéria
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia. Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.










