Fé Sob Pressão: O Crescimento das Igrejas em Cuba
Em pleno 2026, a ilha de Cuba ocupa a 24ª posição na Lista Mundial da Perseguição, e o motivo é uma política de repressão que perdura desde 1959: a proibição de construir novos templos. Diante desse bloqueio, o Espírito Santo tem levantado uma estratégia resiliente para a sobrevivência das igrejas em cuba: as congregações domésticas.
Estima-se que existam entre 20 mil e 30 mil dessas comunidades ativas no país, funcionando sem placas e sob vigilância constante. Como teólogo e estudante de psicologia, percebo que essas reuniões representam o retorno à essência da igreja primitiva e um refúgio vital para a saúde emocional de um povo oprimido.

A Resistência do Culto no Lar
Aarón e Alicia, líderes cristãos locais, sentiram na pele o peso da vigilância após uma simples atividade infantil em sua casa. Fotografados e interrogados, eles ilustram a realidade das igrejas em cuba, onde o lar se torna o santuário. O governo tenta controlar a fé limitando-a a edifícios oficiais, mas a igreja prova que não é feita de tijolos, mas de pessoas. Essas comunidades funcionam como centros de resistência onde a Palavra de Deus é ensinada livremente, longe das amarras estatais.
Para nós da igreja no Brasil, essa realidade nos confronta. Enquanto temos liberdade, nossos irmãos cubanos arriscam tudo para ler a Bíblia. O crescimento das igrejas em cuba mostra que a perseguição não consegue frear o Evangelho. Em momentos de medo e pressão, essas famílias aprendem juntas como lidar com o luto e a perda, já que perder a liberdade ou o status social é um risco iminente para quem decide seguir a Cristo na ilha.
Perspectiva Teológica: A Eclésia no Oikos
Teologicamente, as igrejas em cuba remetem ao conceito de Oikos (casa) do Novo Testamento. A igreja de Atos não possuía edifícios; ela se multiplicava de casa em casa. O fato de milhares de cubanos se reunirem domesticamente reforça a soberania de Deus sobre as leis humanas. Onde o Estado proíbe o templo, Deus consagra o lar.
O ensino de valores cristãos em meio ao colapso social é uma missão profética. As igrejas em cuba estão suprindo lacunas educacionais e morais que o sistema estatal falhou em preencher. Ao olharmos para esse cenário, somos impulsionados a estudar o que a Bíblia diz sobre o fim dos tempos, percebendo que a estrutura de igreja baseada em pequenos grupos será, provavelmente, o modelo de sobrevivência para os cristãos em tempos de grande tribulação.
Perspectiva Psicológica: O Suporte Emocional na Comunidade
Como graduando em Psicologia, analiso que as igrejas em cuba oferecem algo que os grandes templos por vezes perdem: o acolhimento íntimo. Em um país sob vigilância, o estresse pós-traumático e a ansiedade são comuns. O grupo doméstico funciona como uma rede de apoio psicossocial, onde a partilha do pão e da dor gera resiliência mental.
A saúde emocional desses cristãos é fortalecida pelo senso de pertencimento. Exercer a inteligência emocional no ministério em Cuba significa saber consolar irmãos que foram interrogados ou intimidados. A igreja no lar humaniza o sofrimento e transforma o medo em coragem coletiva, provando que a proximidade física e espiritual é o melhor antídoto contra a repressão psicológica.
Conclusão: Um Exemplo para as Nações
Cuba nos ensina que o Evangelho não precisa de autorização para crescer. As igrejas em cuba são o coração pulsante da fé na ilha em 2026. Para nós da igreja no Brasil, fica o exemplo de que devemos valorizar nossas casas como extensões do Reino, orando para que nossos irmãos continuem firmes, multiplicando a luz de Cristo em cada sala daquela ilha.
Fonte da notícia: Portas Abertas Brasil
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia (5º semestre). Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.










