Perseguição em Uganda: Pastores são Espancados por Extremistas
O leste da África volta a ser palco de violência religiosa, evidenciando que a perseguição em Uganda tem atingido níveis alarmantes contra lideranças cristãs. No dia 30 de janeiro de 2026, o pastor John Michael Okoel e seu auxiliar, Abraham Omoding, da Igreja Nova Vida em Pallisa, foram brutalmente emboscados e espancados por cinco extremistas mascarados enquanto retornavam de uma vigília de oração. Os agressores, armados com paus e facas, acusaram os líderes de blasfêmia e de converterem muçulmanos ao cristianismo. O ataque resultou em ferimentos graves, incluindo fraturas, perda de dentes e cortes profundos, cessando apenas quando um veículo que passava pelo local afugentou os criminosos.

A Violência como Instrumento de Intolerância
Embora a Constituição de Uganda garanta a liberdade de fé, a realidade nas regiões com alta concentração de extremistas é de constante perigo. Os pastores relataram que os agressores pareciam determinados a tirar suas vidas, motivados pelo ódio à mensagem do Evangelho que afirma que Deus possui um Filho. Este incidente não é um caso isolado, mas faz parte de um padrão crescente de perseguição em Uganda, onde o exercício do ministério pastoral em certas áreas rurais tornou-se uma atividade de alto risco. A comunidade local agora vive sob um clima de ansiedade, temendo que a impunidade encoraje novos ataques.
Para nós da igreja no Brasil, o sofrimento desses pastores africanos deve gerar uma profunda reflexão sobre o privilégio da paz que desfrutamos. Não podemos ser indiferentes à dor daqueles que sangram por pregarem a Cristo. É fundamental buscarmos sabedoria e saúde emocional para lidarmos com as notícias de violência sem perdermos a esperança. A perseguição em Uganda é um lembrete de que o campo missionário é, muitas vezes, um campo de batalha onde a integridade física dos obreiros é colocada à prova diariamente em nome da Grande Comissão.
Perspectiva Teológica: O Estigma de Cristo
Teologicamente, o espancamento dos pastores John e Abraham nos remete ao sofrimento dos apóstolos na igreja primitiva. Paulo afirmava carregar em seu corpo as marcas de Jesus, e hoje esses irmãos carregam cicatrizes literais da perseguição em Uganda. Devemos buscar aconselhamento e direção bíblica para entender que o sofrimento por amor ao nome de Jesus é uma possibilidade real na caminhada cristã. A resposta dos pastores, que pretendem denunciar o caso e seguir no ministério, demonstra uma fé inabalável que não se curva diante da ameaça da morte, mas confia na justiça divina.
Perspectiva Psicológica: O Trauma da Emboscada
Como graduando no 5º semestre de Psicologia, observo que ataques surpresa em horários vulneráveis, como a madrugada, geram traumas profundos conhecidos como transtorno de estresse agudo. O desmaio do pastor Okoel e a violência física extrema sofrida pelo pastor Omoding podem resultar em hipervigilância e flashbacks constantes. É essencial cuidar da família e do bem-estar espiritual desses líderes para que o medo não paralise seu chamado. O suporte da comunidade cristã e o acolhimento psicológico são vitais para que a resiliência emocional seja fortalecida após um evento tão desestruturante.
Conclusão
A perseguição em Uganda exige uma resposta não apenas das autoridades locais, mas uma mobilização em oração de toda a igreja global. O ataque em Pallisa é um grito por justiça e por proteção aos direitos fundamentais de crer e pregar. Que o Senhor cure as feridas físicas e emocionais dos pastores John e Abraham, e que a luz do Evangelho continue a brilhar mesmo nas regiões mais hostis, transformando corações endurecidos pela intolerância. Que a nossa solidariedade alcance nossos irmãos ugandenses, fortalecendo-os na caminhada da fé. Amém.
Fonte da notícia: Morning Star News
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia (5º semestre). Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.










