Lei de Blasfêmia no Paquistão: Enfermeiras Cristãs são Absolvidas
Uma vitória histórica para a liberdade religiosa foi confirmada nesta semana. Duas enfermeiras cristãs, Maryam Lal e Newosh Arooj, foram finalmente absolvidas das acusações infundadas baseadas na notória lei de blasfêmia no Paquistão. O caso, que se arrastava desde abril de 2021 em Faisalabad, Punjab, terminou após o Tribunal de Sessões Adicionais considerar que o autor da denúncia não apresentou provas. O prazo para recursos expirou, encerrando quatro anos de um pesadelo jurídico e social que quase custou a vida dessas mulheres.
O Incidente e a Perseguição Coletiva
A acusação surgiu após Maryam e Newosh removerem um adesivo com versos do Alcorão de um armário no Hospital Civil de Faisalabad. O ato, puramente administrativo, foi distorcido por um médico sênior como uma ofensa deliberada. Sob a seção 295-B do Código Penal paquistanês, elas enfrentavam a pena de prisão perpétua. O episódio desencadeou manifestações violentas e tentativas de linchamento por extremistas, resultando em Maryam sendo ferida à faca antes de ser levada sob custódia policial para proteção.

Para nós da igreja no Brasil, este caso revela a fragilidade da justiça onde a fé é usada como arma política. Maryam e Newosh passaram cinco meses na prisão e os anos seguintes em liberdade condicional, impossibilitadas de trabalhar e sob constante ameaça de morte. Ver a justiça prevalecer em um sistema que favorece o testemunho baseado na Sharia é um sinal de que a intercessão da igreja global produz resultados. Precisamos buscar maturidade espiritual na vida cristã para valorizarmos a liberdade que temos e apoiarmos os que sofrem.
Perspectiva Teológica: A Proteção do Justo
Lei de Blasfêmia no Paquistão: Teologicamente, a absolvição dessas irmãs remete ao livramento de Daniel na cova dos leões. A lei de blasfêmia no Paquistão funciona como uma “fornalha ardente” para as minorias religiosas. O uso de leis religiosas para resolver rixas pessoais é uma deturpação da justiça divina. Deus, no entanto, moveu o coração do magistrado para reconhecer a inocência delas após um longo período de prova.
Este tempo de espera não foi em vão. Ele serviu para mostrar a resiliência da igreja paquistanesa. Para compreender como Deus opera em silêncio durante o sofrimento, é vital aprender como ouvir a voz de Deus mesmo quando as circunstâncias ao redor clamam por condenação. A paciência de Maryam e Newosh é um exemplo bíblico de fé perseverante.
Perspectiva Psicológica: O Estigma e o Medo Crônico
Lei de Blasfêmia no Paquistão: Como graduando no 5º semestre de Psicologia, analiso que o trauma de ser acusado por uma lei capital gera um estado de “hipervigilância traumática”. Foram quatro anos vivendo no limbo: sem emprego, com a identidade manchada e o medo constante de ser assassinado por turbas radicais. Esse tipo de estresse prolongado pode levar ao desenvolvimento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
O papel da psicologia pastoral agora é o de reabilitação. A absolvição jurídica é apenas o primeiro passo; a cura das feridas emocionais e a reintegração social levarão tempo. É necessário ensinar essas mulheres como lidar com a frustração de terem perdido anos de suas carreiras e vidas sociais por uma mentira, focando na restauração da dignidade humana através do amor cristão.
Conclusão
A absolvição de Maryam e Newosh da lei de blasfêmia no Paquistão em 2026 é um marco de esperança. Embora a lei continue sendo usada para perseguir cristãos, cada vitória judicial é uma rachadura na estrutura da intolerância. Continuamos orando pela segurança delas e para que o Paquistão reveja legislações que punem a inocência e promovem o ódio.
Fonte da notícia: Barnabas Aid
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia (5º semestre). Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.










