Estudo de Gênesis 17: A Mudança de Nome e a Aliança Eterna
O Deus Todo-Poderoso e o Tempo de Espera
O Estudo de Gênesis 17 começa com um hiato de treze anos. Abrão tinha agora noventa e nove anos. Durante esse longo período, ele viveu com o “Ismael” que nasceu das soluções humanas descritas no Estudo de Gênesis 16. Deus aparece-lhe e apresenta-Se com um novo nome: El Shaddai — o Deus Todo-Poderoso. O convite é direto: “Anda na minha presença e sê perfeito”.
Este capítulo é essencial para a nossa saúde emocional, pois trata da restauração da esperança quando a lógica humana diz que o tempo já passou. No Estudo de Gênesis 17, aprendemos que a perfeição que Deus pede não é a ausência de erros, mas a integridade de um coração que caminha totalmente dependente da Sua presença.
1. Explicação: A Mudança de Nome e de Identidade (v. 1-8)
Deus muda o nome de Abrão (“Pai Elevado”) para Abraão (“Pai de uma Multidão”). A mudança não foi apenas fonética; foi uma redefinição de destino. Deus prometeu torná-lo extremamente fecundo e estabeleceu uma aliança perpétua para ser o seu Deus e o Deus da sua descendência, dando-lhes toda a terra de Canaã.
A lição prática aqui é sobre a Nova Identidade em Deus. No Estudo de Gênesis 17, vemos que Deus define quem somos, não as nossas circunstâncias ou a nossa idade. Para a nossa saúde emocional, isto ensina-nos que a nossa autoimagem deve ser moldada pela palavra de Deus. Quando o Senhor muda o nosso nome, Ele está a dizer que o nosso passado de espera e frustração não define o nosso futuro de frutificação.
2. Explicação: O Sinal da Circuncisão (v. 9-14)
Deus estabeleceu um sinal visível e permanente no corpo para a aliança: a circuncisão. Todo o varão da casa de Abraão deveria ser circuncidado como marca de pertença a Deus. Quem não cumprisse este sinal estaria fora da aliança. Este era um lembrete diário de que aquele povo era separado e consagrado ao Senhor.
Esta seção do Estudo de Gênesis 17 trata da Consagração e Pertença. A circuncisão simboliza o corte da natureza carnal e a entrega total a Deus. Na psicologia pastoral, isto reflete a necessidade de termos marcos e limites claros na nossa vida espiritual. Pertencer a Deus exige marcas de compromisso que nos lembram, nos momentos de tentação ou dúvida, que fomos escolhidos para um propósito santo.
3. Explicação: De Sarai a Sara e a Promessa de Isaque (v. 15-19)
Deus também mudou o nome de Sarai para Sara (“Princesa”) e prometeu abençoá-la especificamente: “dela procederão reis de povos”. Abraão, ao ouvir que teria um filho com Sara aos cem anos, prostrou-se e riu, pensando na sua própria velhice e na idade de Sara. Deus, porém, foi específico: “Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque” (que significa “riso”).
A lição aqui é sobre a Superação do Ceticismo. No Estudo de Gênesis 17, o riso de Abraão mistura espanto com uma ponta de dúvida. Deus não o repreendeu duramente, mas reafirmou a promessa. Isto ensina-nos que Deus entende as nossas limitações emocionais diante do impossível. Ele transforma o nosso riso de dúvida num riso de celebração. A promessa agora tinha nome e data: Isaque nasceria no tempo determinado.
4. Explicação: A Oração por Ismael e a Resposta Divina (v. 20-22)
Abraão, preocupado com o filho que já tinha, clamou: “Oxalá que viva Ismael diante de teu rosto!”. Deus ouviu o clamor de Abraão. Prometeu abençoar Ismael, torná-lo fecundo e fazer dele uma grande nação com doze príncipes. Contudo, Deus foi enfático: “A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque”.
Esta explicação do Estudo de Gênesis 17 mostra o Equilíbrio entre a Misericórdia e o Propósito. Deus não descartou Ismael, mas manteve o foco no canal da promessa. Na nossa vida cristã e familiar, isto ensina-nos que Deus cuida de todas as áreas da nossa vida, mas que há caminhos específicos que Ele escolheu para cumprir a Sua vontade soberana. Devemos aprender a aceitar os planos de Deus mesmo quando eles diferem das nossas sugestões.
5. Explicação: A Obediência Imediata de Abraão (v. 23-27)
Assim que Deus acabou de falar, Abraão agiu. Naquele mesmo dia, ele circuncidou Ismael, todos os nascidos na sua casa e a si mesmo. Abraão tinha 99 anos e Ismael 13. Não houve adiamento nem questionamento posterior. A obediência foi total e imediata.
A lição final do Estudo de Gênesis 17 é sobre a Resposta à Revelação. A maturidade de Abraão manifestou-se na sua prontidão em obedecer a um comando difícil e doloroso. Para a nossa saúde emocional, a obediência gera paz. Quando alinhamos as nossas ações com a palavra de Deus, removemos o conflito interno da dúvida. Abraão selou a sua fé com a ação, preparando a sua casa para receber a promessa que estava por vir.
Lições Centrais para a Vida Hoje
Ao concluirmos este Estudo de Gênesis 17, aplique estas três verdades:
- Assuma a sua nova identidade: Não se chame pelo que você era no deserto ou no tempo da espera. Chame-se pelo que Deus diz que você é. A mudança de nome começa na mente e no espírito.
- Mantenha os sinais da aliança: Viva de forma que o mundo perceba que você pertence a Deus. Tenha “marcas” de santidade e caráter que o identifiquem como alguém que tem um pacto com o Todo-Poderoso.
- Creia no “riso” de Deus: Se a sua situação parece motivo de riso para os outros ou para si mesmo por parecer impossível, saiba que Deus é o Deus do riso da vitória. O que Ele prometeu, Ele é poderoso para cumprir, independentemente da sua idade ou circunstância.
Perguntas e Respostas
1. Por que Deus mudou os nomes de Abraão e Sara no Estudo de Gênesis 17? Para alinhar a identidade deles com a promessa. O nome, na cultura bíblica, representa a essência da pessoa. Ao mudar os nomes, Deus estava a declarar que o tempo da esterilidade tinha acabado e que a era da fecundidade e da realeza tinha começado.
2. Qual o significado espiritual da circuncisão para nós hoje? O apóstolo Paulo explica que hoje vivemos a “circuncisão do coração” (Romanos 2:29). Não é uma marca física, mas uma separação espiritual onde o Espírito Santo “corta” as inclinações da carne e nos separa para vivermos exclusivamente para a glória de Deus.
3. O que o riso de Abraão no Estudo de Gênesis 17 nos ensina sobre a fé? Ensina-nos que a fé pode coexistir com o espanto humano. Abraão creu, mas a sua mente humana ainda tentava processar o impossível. Deus usa esse momento para mostrar que a Sua fidelidade não depende da nossa compreensão total, mas da nossa disposição em continuar caminhando com Ele.
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia. Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.
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