Missionários na Turquia são Alvos de Expulsão Injusta 2026
O cenário para os missionários na Turquia tornou-se um campo de batalha jurídico e espiritual de proporções internacionais. Recentemente, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) aceitou analisar 20 casos de cristãos estrangeiros que foram sumariamente proibidos de retornar ao país. Sob o pretexto de “ameaça à segurança nacional”, o governo turco tem aplicado códigos internos, como o “N-82” e o “G-87”, para barrar pastores, professores e obreiros que dedicam suas vidas ao serviço do Reino. Esta medida não atinge apenas indivíduos, mas fere diretamente a estabilidade das pequenas igrejas locais que dependem dessas lideranças.

A Perseguição Silenciosa dos Códigos de Segurança
Desde 2019, a tática de rotular missionários na Turquia como riscos à ordem pública tem sido usada sem que haja qualquer prova de atividades ilegais ou antecedentes criminais. Casais como Pam e Dave Wilson, que serviram por quase quatro décadas, foram impedidos de voltar para suas casas e ministérios. O uso desses dossiês secretos impede que os cristãos tenham direito à ampla defesa, criando um ambiente de insegurança jurídica. Na prática, o que vemos é uma tentativa sistemática de enfraquecer a presença cristã em um país de maioria muçulmana através do exílio forçado.
Para nós da igreja no Brasil, o sofrimento desses missionários na Turquia deve ecoar em nossas orações. É um lembrete de que o campo missionário exige não apenas coragem, mas uma cobertura constante do corpo de Cristo. Devemos buscar sabedoria e saúde emocional para entendermos que, quando um membro do corpo padece, todos padecemos. A Turquia é um lugar de raízes bíblicas profundas e o impedimento desses obreiros é uma tentativa de apagar o testemunho vivo de Cristo naquela região. Nossa intercessão deve ser para que a justiça prevaleça nos tribunais internacionais de direitos humanos.
Perspectiva Teológica: O Custo do Discipulado
Teologicamente, a expulsão dos missionários na Turquia remete às perseguições sofridas pela igreja primitiva nas mesmas regiões da Ásia Menor. O rótulo de “ameaça” não é novo; o próprio Jesus e os apóstolos foram acusados de subverter a ordem. Precisamos de aconselhamento e direção bíblica para discernir que, mesmo em meio ao exílio, o Senhor continua soberano. A dispersão forçada de obreiros muitas vezes resulta na expansão do Evangelho em outras frentes, embora a dor da separação familiar e ministerial seja real e profunda. Deus usa as crises para mover Sua igreja.
Perspectiva Psicológica: O Trauma do Exílio Forçado
Como graduando no 5º semestre de Psicologia, analiso que o impacto emocional sobre os missionários na Turquia e suas famílias é devastador. Ser rotulado como “terrorista” ou “ameaça” após décadas de serviço pacífico gera um conflito de identidade e um estresse pós-traumático significativo. A incerteza quanto ao futuro e a impossibilidade de se defender criam um estado de vulnerabilidade psicológica extrema. É vital cuidar da família e do bem-estar espiritual para processar essa rejeição e o sentimento de injustiça, buscando o consolo divino.
Conclusão
A aceitação desses casos pelo Tribunal Europeu é um passo crucial para denunciar o padrão de discriminação contra os missionários na Turquia. Como igreja, nossa responsabilidade é dar voz a esses obreiros e apoiar as organizações que lutam por sua liberdade religiosa. Que o Senhor traga reparação e que as portas da Turquia se abram novamente para aqueles que, com amor e mansidão, desejam apenas compartilhar as Boas Novas. Que a justiça de Deus se manifeste tanto nos corações quanto nos tribunais da terra. Amém.
Fonte da notícia: Guiame / ADF International
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia (5º semestre). Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.










