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Se Jesus é Deus, por que Ele não sabia quando voltaria? | Estudo Completo

Se Jesus é Deus, por que Ele não sabia quando voltaria? | Estudo Completo

O que a Bíblia ensina sobre se Jesus é Deus, por que ele não sabia quando voltaria?

Introdução

O tema da divindade de Jesus e sua natureza dual de ser completamente Deus e totalmente homem tem sido objeto de intensa discussão e debate ao longo da história da teologia cristã. Um dos pontos mais intrigantes levantados por estudiosos, teólogos e crentes é a questão: se Jesus é verdadeiramente Deus, por que Ele afirmou, em Marcos 13:32, que não sabia o dia ou a hora de sua volta? Essa pergunta toca não apenas em questões teológicas, mas também nas expectativas de e na compreensão do relacionamento entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Para muitos, essa dúvida representa um desafio à crença na plenitude da divindade de Cristo. Neste artigo, nosso objetivo é examinar as Escrituras, discutir as doutrinas cristãs sobre a divindade de Jesus e responder à questão levantada, analisando as implicações práticas e espirituais para os crentes.

Resposta Bíblica

Ao abordar a questão da divindade de Jesus e sua declaração sobre o desconhecimento do tempo de sua volta, é crucial considerar a natureza de Jesus conforme revelada nas Escrituras. A doutrina da Trindade estabelece que Deus é um só, em essência e natureza, mas se revela em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Jesus é reconhecido nas Escrituras como Deus encarnado. Passagens como João 1:1-14, onde se diz que “o Verbo era Deus” e “o Verbo se fez carne”, afirmam a divindade e a humanidade de Cristo.

No entanto, a pergunta acerca de seu conhecimento sobre o dia e a hora de sua volta pede uma compreensão mais profunda de sua encarnação. Durante sua vida terrena, Jesus viveu como um ser humano, com todas as limitações da condição humana, exceto pelo pecado. Em Filipenses 2:6-7, Paulo explica que “ele, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que devesse ser retido, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.” Este esvaziamento não implica em perder sua divindade, mas sim em aceitar determinadas limitações associadas à humanidade.

É aqui que podemos entender melhor a afirmação de Jesus em relação ao desconhecimento do momento de sua volta. Ele se dispôs a limitar seu conhecimento específico sobre esse evento final, assim como outras dimensões da sua mission, para cumprir o propósito do Pai. O fato de que Jesus disse que apenas o Pai sabia o dia e a hora (Marcos 13:32) retrata uma relação obediente à vontade divina do Pai, demonstrando que, apesar de ser Deus, Ele voluntariamente se submeteu as limitações humanas de tempo e espaço.

Além disso, a Bíblia também nos ensina que é importante manter um foco na vigilância e preparação diante da volta de Cristo, em vez de especular sobre quando exatamente isso aconteceria. Mateus 24:36-44 nos adverte a estarmos prontos, pois “não sabeis a hora” em que o Senhor voltará. Portanto, a mensagem central é viver de maneira consciente e diligente na , confiando na sabedoria e na soberania de Deus.

O que a Bíblia Não Diz

É essencial reconhecer o que a Bíblia não diz na tentativa de responder a esta pergunta. As Escrituras não afirmam que Jesus não sabia da sua divindade ou que Ele não era 100% Deus. Também não sugerem que Seu desconhecimento sobre o dia e a hora da Sua volta diminui sua importância ou autoridade como Salvador. Além disso, a Bíblia não oferece uma explicação detalhada sobre a relação entre o conhecimento humano e divino que Jesus possuía durante seu ministério na Terra.

Não há indicações nas Escrituras de que a falta de conhecimento de Jesus sobre certos eventos diminui sua eficácia redentora ou sua capacidade de interceder por nós. Em vez disso, a Bíblia ressalta que, independentemente de Sua condição e limitações humanas, Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Portanto, ao avaliar a natureza de Cristo, devemos evitar inferências que não são apoiadas pelas Escrituras e que podem distorcer a compreensão de quem Ele é.

Aplicação

A questão do conhecimento de Jesus sobre a sua volta tem implicações práticas significativas para os cristãos. Primeiramente, essa verdade nos chama a refletir sobre a humildade de Cristo. Ele, sendo Deus, se esvaziou voluntariamente para se identificar com a humanidade. Isso nos desafia a abraçar a humildade em nossas vidas e a evitar a tentação da arrogância, sabendo que o próprio Filho de Deus se submeteu a limitações e servilhos.

Além disso, o desconhecimento do dia e da hora da volta de Cristo sublinha a importância de estarmos sempre prontos e vigilantes. Isso nos leva a perguntar: estamos vivendo nossas vidas de maneira que refletem essa vigilância? Estamos usando o tempo que Deus nos deu para servir, amar e compartilhar o evangelho com aqueles ao nosso redor? A incerteza em torno do retorno de Cristo deve nos motivar a ser mais diligentes em nossa caminhada de e no cumprimento da Grande Comissão.

A saúde mental também é uma consideração importante ao lidarmos com a expectativa da volta de Jesus. Vivemos tempos desafiadores e incertos, e muitos podem se sentir ansiosos ou desanimados diante das dificuldades que cercam nossas vidas. O entendimento de que Jesus, mesmo em sua condição humana, enfrentou o desafio da falta de conhecimento sobre o futuro nos oferece consolo. Ele também andou por esta vida sentindo nossas dores e incertezas; portanto, podemos levar nossos medos e ansiedades a Ele.

Objeções

É natural que haja objeções à nossa explicação sobre a questão do conhecimento de Jesus. Alguns argumentam que se Jesus é realmente Deus, não deveria haver limitações ao seu conhecimento. Essa objeção pode ser superada ao lembrar que a encarnação é um mistério profundo, onde Jesus assumiu plenamente a natureza humana sem abrir mão da sua divindade. Além disso, buscamos entender que a natureza de Deus transcende a nossa compreensão; portanto, as limitações que nos parecem contraditórias podem não ser um problema para Deus.

Outra objeção comum é a ideia de que se Jesus não sabe algo, isso compromete Sua autoridade como Deus. Porém, devemos considerar que a autoridade de Jesus não é baseada apenas no conhecimento absoluto de todos os eventos, mas também em sua obra redentora. Sua morte e ressurreição confirmam essa autoridade e se tornam o princípio do nosso relacionamento com Deus. O foco deve ser em Sua obra e na sua natureza, em vez de se fixar em uma singularidade em Sua expressão de humanidade.

Conclusão

Em suma, a afirmação de Jesus de não saber o dia ou a hora de Seu retorno não diminui sua divindade, mas revela a profundidade de sua encarnação. É um convite à humildade, vigilância e confiança em um Deus que se identificou plenamente conosco, enfrentando a mesma incerteza e fragilidade que experimentamos. Como cristãos, somos chamados a viver em conformidade com essa verdade, a ser agentes de amor e esperança neste mundo em constante mudança, sempre prontos para a volta do nosso Senhor.

Por último, que nossas vidas sejam um testemunho do profundo amor e da graça que encontramos em Cristo, sabendo que, mesmo em meio às incertezas, temos um Deus que é soberano, ao qual podemos confiar plenamente. A antecipação da volta de Cristo deve nos inspirar a viver com propósito e intensidade, levando o evangelho aos que ainda não O conhecem, com a certeza de que, um dia, Ele retornará para transformar todas as coisas.

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Sobre o Autor

Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia (5º semestre). Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.

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