Liberdade Religiosa nos EUA: Trump Discursa em Café de Oração
Liberdade Religiosa nos EUA: O cenário político e espiritual da América do Norte foi sacudido nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. Durante o tradicional Café da Manhã Nacional de Oração em Washington, o presidente Donald Trump afirmou enfaticamente que “a religião está voltando” aos Estados Unidos. Em um discurso que misturou gratidão religiosa e ataques diretos a oponentes políticos, Trump destacou as conquistas de sua gestão para a liberdade religiosa nos EUA, alegando ter feito mais pela fé do que qualquer um de seus antecessores modernos.
Fé e Polarização no Discurso Presidencial
Liberdade Religiosa nos EUA: Trump utilizou o púlpito para criticar duramente os democratas, questionando como pessoas de fé poderiam votar na oposição. Ele defendeu que a neutralidade de governos anteriores era, na verdade, uma forma de hostilidade à religião. Entre promessas de proteção e críticas a republicanos que não seguem sua linha de lealdade total, o presidente anunciou um grande encontro nacional no National Mall para o dia 17 de maio, visando rededicar a América como uma “nação sob Deus”.

Para nós da igreja no Brasil, observar esse movimento é um exercício de discernimento. A relação entre Igreja e Estado é sempre sensível e exige que saibamos separar a pauta política da missão profética. Embora a defesa de valores cristãos seja fundamental, devemos manter nossa maturidade espiritual na vida cristã para não confundirmos o Reino de Deus com sistemas terrenos. A verdadeira liberdade de culto é um direito que defendemos, mas nossa esperança final não repousa em líderes políticos.
Perspectiva Teológica: Oração ou Palanque?
O tom do discurso gerou críticas até mesmo entre apoiadores declarados, como o escritor Eric Metaxas, que questionou se o tom combativo era adequado para um café da manhã de oração. Teologicamente, o momento de oração deve ser um espaço de humildade e intercessão, onde a glória de Deus precede qualquer agenda humana. Quando a fé é usada como ferramenta de ataque, corremos o risco de instrumentalizar o sagrado.
É essencial saber como ouvir a voz de Deus para discernir entre o que é um movimento genuíno de avivamento — como o aumento da venda de Bíblias mencionado por Trump — e o que é o uso da retórica religiosa para fins eleitorais. A liberdade religiosa nos EUA é um pilar da democracia ocidental, mas ela deve florescer em um ambiente de respeito e busca pela verdade.
Perspectiva Psicológica: A Necessidade de Crer e o Narcisismo
Como estudante do 5º semestre de Psicologia, analiso a fala de Trump: “Não se pode ter um grande país sem religião. É preciso acreditar em algo”. Psicologicamente, o sentimento de pertencimento a algo maior e a crença em um propósito são fatores de proteção para a saúde mental. No entanto, o embate público e a exigência de lealdade cega podem gerar um ambiente de ansiedade e divisão nas comunidades de fé.
O comportamento combativo em ambientes sagrados pode ser um gatilho para a polarização emocional. Nesses momentos, a psicologia pastoral deve atuar ajudando os fiéis a como controlar a ansiedade causada por debates políticos agressivos. É preciso fortalecer a mente em Deus para que nossa paz interior não dependa da estabilidade política, mas da Rocha que é Cristo.
Conclusão
O discurso de Trump no Café da Manhã de Oração reforça que a religião continua sendo o eixo central da vida pública americana. A liberdade religiosa nos EUA permanece no centro do debate global. Como cristãos, celebramos o retorno do interesse pela Bíblia, mas permanecemos em oração para que a oração nunca seja substituída pela disputa de poder.
Fonte da notícia: Christian Post
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia (5º semestre). Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.










