Estudo de Gênesis 15: A Aliança Confirmada e a Fé de Abrão
O Antídoto para o Medo
O Estudo de Gênesis 15 inicia-se com uma frase poderosa: “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu galardão será sobremodo grande”. Após os eventos de guerra e o encontro com reis que vimos no Estudo de Gênesis 14, é natural que o patriarca sentisse vulnerabilidade e temor de retaliações. Deus, conhecendo o coração de Seu servo, apresenta-Se como proteção e recompensa.
Compreender este capítulo é vital para a nossa saúde emocional, pois trata da gestão das expectativas e da ansiedade diante do tempo de Deus. O Estudo de Gênesis 15 ensina-nos que o diálogo honesto com o Criador é o caminho para fortalecer a confiança quando as circunstâncias parecem estáticas e as promessas tardias.
1. Explicação: O Questionamento de Abrão e a Resposta de Deus (v. 2-5)
Abrão, num momento de transparência, questiona ao Senhor sobre a ausência de um herdeiro. Ele aponta para Eliezer, o seu servo, como o provável herdeiro da sua casa. Deus, então, leva Abrão para fora da tenda e ordena: “Olha agora para os céus e conta as estrelas… Assim será a tua descendência”.
A lição prática aqui é sobre a Mudança de Perspectiva. No Estudo de Gênesis 15, Deus tira Abrão do ambiente fechado da tenda (o lugar da limitação humana) e o coloca sob o céu infinito (o lugar da onipotência divina). Na psicologia pastoral, isto ensina-nos que a nossa ansiedade muitas vezes provém de olharmos apenas para os nossos recursos limitados. Deus convida-nos a olhar para a Sua grandeza e a entender que o que Ele prometeu não depende da nossa biologia, mas da Sua palavra.
2. Explicação: A Justificação pela Fé (v. 6)
Este é o versículo central do Estudo de Gênesis 15: “E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça”. Abrão não foi declarado justo por causa de suas obras, mas pela sua confiança total na promessa de Deus. Ele aceitou a palavra do Senhor como realidade antes mesmo de ver o cumprimento físico.
Esta seção fundamenta a nossa Segurança Espiritual. Ser aceito por Deus não é o resultado de uma performance perfeita, mas de uma fé que descansa na Sua fidelidade. Para a saúde emocional do cristão, isto é libertador, pois remove o fardo do perfeccionismo religioso. A justiça imputada a Abrão é a mesma que nos alcança hoje através de Cristo: a justiça que vem pela fé.
3. Explicação: O Ritual da Aliança (v. 7-11)
Para dar a Abrão uma confirmação jurídica e espiritual, Deus ordena a preparação de um sacrifício. Animais foram divididos ao meio e as partes colocadas frente a frente. Este era o antigo costume de “cortar uma aliança”. Normalmente, ambas as partes passariam entre os animais, simbolizando que o mesmo aconteceria com quem quebrasse o pacto.
No entanto, no Estudo de Gênesis 15, vemos um detalhe extraordinário: enquanto Abrão estava num profundo sono, apenas Deus passou entre as metades. Isto significa que a aliança é Incondicional. Deus assumiu sozinho a responsabilidade de cumprir o pacto. Isto nos traz uma profunda lição de descanso: a promessa de Deus para nós não falhará, pois Ele é quem a garante por Sua própria vida e santidade.
4. Explicação: A Profecia sobre a Escravidão no Egito (v. 12-16)
Antes de consolidar a aliança, Deus revela o futuro: a descendência de Abrão seria peregrina e escravizada por 400 anos numa terra alheia, mas Deus julgaria aquela nação e o povo sairia com grandes riquezas. Deus explica que a demora se deve ao fato de que “a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia”.
Esta explicação do Estudo de Gênesis 15 ensina-nos sobre a Soberania de Deus no Tempo. Deus revela que haverá sofrimento no caminho, mas que o fim será de vitória. Na psicologia pastoral, isto ajuda-nos a lidar com os desertos da vida. Saber que Deus tem um cronograma e que Ele controla até os tempos de aflição permite-nos atravessar as crises sem perder a esperança no propósito final.
5. Explicação: O Fogo que Passa e a Extensão da Terra (v. 17-21)
Ao pôr do sol, “um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo” passaram entre as metades dos animais. O fogo representa a presença purificadora e consumidora de Deus. Naquele mesmo dia, o Senhor especificou as fronteiras geográficas da terra prometida, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.
A lição final do Estudo de Gênesis 15 é sobre a Especificidade da Promessa. Deus não é vago. Ele define limites, nomes de povos e territórios. Isto garante que a nossa fé tem um fundamento concreto. O fogo que passa sela o destino de Abrão. Para a nossa vida cristã, isto simboliza o Espírito Santo, que é o selo da nossa promessa e o fogo que mantém viva a esperança enquanto aguardamos a posse total da nossa herança eterna.
Lições Centrais para a Vida Hoje
Para concluir este Estudo de Gênesis 15, aplique estas três lições fundamentais em sua caminhada:
- Mude a sua visão: Quando estiver ansioso, saia da sua “tenda” de preocupações e olhe para as estrelas. Lembre-se de que o Criador do universo é o mesmo que cuida dos detalhes da sua história.
- Descanse na Graça: A sua justiça diante de Deus não vem do que você faz, mas de em quem você crê. Deixe o peso de tentar ser perfeito e aceite a justiça que Deus lhe imputa pela fé em Sua palavra.
- Confie no fiador da aliança: Lembre-se que Deus passou sozinho entre os sacrifícios. Ele é o garantidor das promessas que lhe fez. Mesmo que você se sinta fraco ou em “sono profundo”, a fidelidade d’Ele permanece inalterada e ativa.
Perguntas e Respostas
1. Qual é a importância de Abrão ter contado as estrelas no Estudo de Gênesis 15? Contar as estrelas foi um exercício de fé e imaginação santificada. Deus usou um elemento visual cotidiano para que, toda noite, Abrão tivesse um lembrete visual da promessa. Isso ensina-nos a buscar lembretes diários da fidelidade de Deus em nossa vida.
2. O que significa a expressão “imputou-lhe isto por justiça”? Significa que Deus creditou na “conta” de Abrão uma justiça que ele não possuía por natureza. É um termo contábil: Deus viu a fé de Abrão e o declarou justo. Este é o fundamento da doutrina da justificação que o apóstolo Paulo explora em Romanos 4.
3. Por que Deus mencionou o cativeiro de 400 anos no Estudo de Gênesis 15? Para mostrar que a bênção não exclui lutas temporárias e para demonstrar que Ele é o Senhor da história. A menção aos 400 anos serviu para que as gerações futuras soubessem que o sofrimento no Egito não era um erro de percurso, mas parte de um plano de amadurecimento e juízo das nações.
Sobre o Autor: Pr. Reginaldo Santos é casado com Grece Kelly há 24 anos e atua na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas. Teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, é atualmente graduando em Psicologia. Seu ministério é focado em trazer uma palavra de sabedoria, direção bíblica e cuidado com a saúde emocional para a vida cristã.
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